A Federação Internacional de Muaythai Amador (IFMA) surgiu há mais de vinte anos, inicialmente composta por um pequeno grupo de países praticantes. Com o passar do tempo, a organização se desenvolveu até se tornar a maior entidade mundial do Muaythai amador, reunindo hoje mais de 130 países divididos em cinco federações continentais, sob uma única estrutura de regulamentação.
A IFMA segue integralmente os princípios, diretrizes e ética do Comitê Olímpico Internacional (COI), alinhando-se à Carta Olímpica e à missão do movimento olímpico, que inclui:
A entidade trabalha para garantir que qualquer pessoa, independentemente de nacionalidade, raça, crença, gênero ou convicção política, tenha a oportunidade de praticar Muaythai em segurança e com acesso igualitário.
Diversas comissões internas atuam em áreas como ética, proteção infantil, universalidade, educação e prevenção de manipulação de resultados. Esses grupos dialogam com diferentes setores do movimento olímpico para assegurar boa governança e transparência.
Ao longo dos anos, a IFMA tem sido elogiada por seu empenho em utilizar o Muaythai como ferramenta social, especialmente em projetos voltados a jovens em situação de vulnerabilidade. Sua filosofia une esporte, cultura e educação, refletida também nos congressos anuais realizados em parceria com instituições da Família Olímpica.
O objetivo final da IFMA é expandir o Muaythai mundialmente e elevar o nível técnico, ético e cultural da modalidade em cada país onde ela é praticada.
Sim — existe oficialmente um Dia Mundial do Muaythai.
A data escolhida é 6 de fevereiro, criada e reconhecida pela IFMA, pela FAMA (Federação Asiática de Muaythai Amador) e por entidades parceiras do setor. A escolha homenageia a coroação, em 1702, do Rei Phra Chao Suea, conhecido como Rei Tigre, um dos maiores incentivadores do "Muay" em sua forma tradicional.
Na época, não existia ainda o conceito unificado de "Muaythai", mas sim o conjunto dos estilos regionais que formariam a arte no futuro.
As comemorações oficiais incluem:
O objetivo do dia é divulgar o Muaythai como esporte e como patrimônio cultural da Tailândia.
Outra data importante no calendário tailandês das artes marciais é 17 de março, dedicado a Nai Khanom Tom, considerado um herói nacional por seu papel na história do Muaythai.
Embora ambas as datas sejam comemoradas, na Tailândia o dia de Nai Khanom Tom possui maior relevância cultural e emocional.
Durante muitos anos coexistiram várias formas de escrita: "Muay Thai", "Muaythai" e "Muay-Thai". Para padronização internacional — especialmente visando o reconhecimento olímpico — as entidades oficiais adotaram a grafia única:
MUAYTHAI
A decisão foi tomada por volta de 2011–2012. A razão é simples: esportes olímpicos não podem carregar no nome referência direta a um país, e "thai" significa "tailandês". Ao unir as palavras em uma só, remove-se esse vínculo direto, atendendo às normas do COI.
Vale lembrar que:
Traduções poéticas como "luta das oito armas" são apenas títulos culturais e não traduções literais da palavra.